A Marinha Americana (USN) testa um sistema de mensagens navio-navio, utilizando morse luminoso

A Marinha dos Estados Unidos trouxe as comunicações de morse luminoso para a era das mensagens de texto.

Em um teste recente, o destroyer USS Stout trocou mensagens de morse luminoso com o cruzador USS Monterey, atracado na base naval de Norfolk, na Virgínia.

Isto foi feito usando uma lâmpada de sinais adaptada com o sistema Flashing Light to Text Converter (FLTC), o que permite aos marinheiros que não entendem morse luminoso o envio de recepção de mensagens de forma rápida.

 

O clack e o flash destes sinais podem parecer uma prática arcaica que só aparece em velhos filmes de guerra, mas este simples dispositivo para enviar mensagens, usando um farol de busca, equipado com persianas, ainda é muito usado por marinhas de todo o mundo.
É, na verdade, um sistema muito simples, de baixa tecnologia, e é por isso que sobreviveu por tanto tempo.

Em uma era de sofisticados sistemas de rádio digital que podem transmitir gigabytes de dados em questão de segundos, o sinal do ALDIS tem as vantagens da simplicidade.
Não é susceptível a interferências, não pode ser escutado, funciona mesmo se a principal fonte de energia do navio ou as comunicações por satélite forem eliminadas, e pode ser usada para comunicações entre navios, mesmo sob as mais estritas condições de silêncio de rádio.

O problema é que o envio de mensagens por morse luminoso é lento.

Pior ainda, depende da proficiência do operador na utilização do código Morse luminoso e isso é um problema num mundo moderno onde Morse já deixou de ser usado no meio naval.
Isso significa que os operadores precisam ser treinados especialmente e é muito difícil alcançar a velocidade e precisão necessárias e corretas no envio e recepção de mensagens.

Desenvolvido sob o patrocínio do programa TechSolutions do Office of Naval Research (ONR), o sistema FLTC foi projetado para ultrapassar estes problemas sob a forma de um dispositivo que actualiza os dispositivos luminosos e que pode ser adaptado na parte traseira de qualquer farol.
O sistema ainda está em forma de protótipo e consiste em motores passo a passo para operar as persianas ou os LEDs que podem substituir as lâmpadas de incandescência, enquanto que, na outra extremidade, uma câmera GoPro recebe (captura) os flashes de luz (código Morse) do outro navio.

No meio, fica um conversor proprietário na forma de um tablet ou um laptop que executa algoritmos de software especialmente desenvolvidos para o efeito.
O software converte as mensagens de texto e acciona o dispositivo de sinais ou converte as mensagens transmitidas em código Morse luminoso novamente em mensagens de texto, que depois são exibidas.

Isso permite que qualquer pessoa envie e receba mensagens, sem qualquer proficiência no código Morse luminoso.
Em testes recentes, Scott Lowery, engenheiro do Naval Surface Warfare Center (NSWC), Cidade do Panamá, Flórida, foi levado de forma bastante literal.
“Pedi-lhes que me enviassem um texto aleatório. Então eles enviaram a palavra” aleatório”, diz Lowery. “Simples, mas mostra que o sistema está funcionando”.

Desenvolvido em 2015 pelo programa TechSolutions da ONR e pela Creative MicroSystems Corp, a FLTC será entregue ao Centro de Desenvolvimento de Guerra e Minas Navais (SMWDC) no final deste ano para testes e avaliação.

A esperança é que um kit de actualização do ALDIS seja enviado para toda a frota da USN no decorrer do próximo ano.
“A melhor parte deste conversor de luz intermitente é sua facilidade de uso por qualquer elemento da Marinha”, diz Lowery.

“É muito intuitivo porque reflete os sistemas de mensagens usados ​​em iPhones. Basta digitar sua mensagem e enviá-la com um botão”.

17/07/2017
http://newatlas.com/us-navy-signal-lamps-fltc-texting/50523/

 

 

Para participar: Semana QRS da EUCW – 24 a 28 ABR 2017

Desde 2001 que existe a semana QRS. Primeiro organizado pelo FISTS e desde 2012 pelo AGCW.

Pretende-se, com este concurso que é uma festa, ajudar novos colegas na utilização de CW!

A actividade decorre entre as 00h00 UTC de 24ABR às 23h59 UTC de 28ABR.

O limite de velocidade de transmissão são 14 palavras por minuto (70 cpm).

A chamada deve ser “CQ QRS”, em ± 10 KHz das frequências centrais das bandas – segmento CW – incluindo as WARC.

Só é admitido o morse auditivo manual, não sendo, por isso, permitida a utilização de máquinas/PCs.

Pode ser usado qualquer tipo de chave ou keyer, desde que as memórias sejam utilizadas apenas para a chamada.

A duração mínima do QSO deve ser de cinco (5) minutos e deve ser passado o RST real e não os tradicionais 5NN dos concursos.

Sugere-se a troca de nome, QTH, condições de trabalho (rig, pwr, ant, etc).

Existem 3 classes a concurso:

A – Mais de 10 W input ou 5 W potência de saída
B – QRP (10 W input ou menos de 5 W de potência de saída)
C – Rádio-escutas.

Os logs, em ADIF, devem ser enviados para qrs@eucw.org

Participe!

Mais informação no site do EUCW

Cursos CW – Nível 1 – OUT/NOV 2017

Tivemos duas desistências no curso de Outubro/Novembro.
Um por razões pessoais o outro por razões profissionais, tiveram que desistir.
Assim sendo, abre-se esta oportunidade a quem estava à espera. 🙂

Salientamos que se perder esta oportunidade só terá outra igual em 2018.

Inscrições em https://gpcw.blog/cursos-de-cw/cw-na-lentidao-nivel-1/

 

Um Dia Nacional QRS – 25 de Março de 2017

O GPCW apela à participação de todos nesta iniciativa, que ocorrerá em 25 de Março de 2017.

Do site do Núcleo de Radioamadores da Armada, onde podem ser consultados mais detalhes:

Promovido pelo Núcleo de Radioamadores da Armada e Rede de Emissores Portugueses, “Um Dia Nacional de CW QRS” vai de novo acontecer entre os iniciados amantes da radiotelegrafia.

Sendo uma actividade conjunta em CW, é acto meritório e particularmente destinado aos colegas radioamadores nacionais menos habilitados ou com receio de manipular a chave de morse este dia é também destinado a todos os restantes entusiastas da prática do morse acústico, os quais deverão ter a ética como princípio e o máximo de 15ppm como padrão.

Encorajamos por isso todos os colegas a deixar de lado eventuais receios de manipular eem vez disso encararem esta como uma oportunidade excelente para a prática da modalidade.

Lembramos que é dever e ética dos participantes mais destros, darem o seu contributo para que os colegas iniciantes venham a tornar-se exímios operadores.

Todos começamos por algum lado e em algum momento. Este é o lado. Este é o momento.”