Inquérito às condições de acesso ao radioamadorismo – Região 1

IARU R1

A REF – Réseau des Émetteurs Français – pediu à IARU Região 1 para fazer um inquérito junto das associações nacionais da Região 1 (IARU), relativa às condições/características e custos dos exames e da licença.

As questões suscitadas no inquérito foram:

  • Programa de exame;
  • Questões colocadas nos exames;
  • Condução/responsabilidade pelos exames;
  • Custo dos exames;
  • Taxa anual da licença de amador.

Dos 30 países que responderam, verifica-se:

  • Em 16 países o programa de exames foi desenvolvido pelo regulador e pela associação nacional, sozinha ou em conjunto com outras associações locais;
  • Em 21 países as questões colocadas no exame foram desenvolvidas pela associação nacional, no quadro de um acordo com o regulador;
  • Em 18 países, as sessões de exame são geridas pela associação nacional, sozinha ou em conjunto com outras associações locais, no quadro de um acordo com o regulador;
  • Em 10 países a licença é gratuita ou é paga uma única vez (vitalícia).

 

Verifica-se ainda que a Alemanha é a que tem os exames mais caros (80 ou 110 Euros) e uma taxa de licença vitalícia de 70 Euro.

Contudo, os países mais caros são a Holanda e a Noruega.

Na Holanda o exame custa 62 Euros e a taxa anual é de 34 Euros.

Na Noruega paga-se uma taxa única de 210 Euros (exame e licença vitalícia).

O país da Região 1 onde é mais barato ser radioamador é a Libéria, onde não se pagam taxas de exame e de licença.

Portugal está, sensivelmente, a meio da tabela de custos.

Dia Mundial do Radioamador – 18 de Abril

Comemora-se a 18 de Abril o Dia Mundial do Radioamador.
Este dia comemora a formação, em 18 de Abril de 1925, da IARU – International Amateur Radio Union, em Paris.

Apesar de se achar, na altura, que a denominada onda curta não tinha qualquer utilidade, os radioamadores foram os primeiros a concluir que suportava comunicações a longa distância.
Assim, com a vista à utilização comercial desses menores comprimentos de onda, os radioamadores ficaram em risco de ser colocados de lado, ou seja, sem espectro…
Com vista a evitar tal situação, um grupo de pioneiros do radioamadorismo, juntou-se em Paris e formou a IARU, constituindo-se num grupo de pressão organizado.

O trabalho deu frutos e, apenas dois anos mais tarde, na Conferência Internacional de Radiotelegrafia – que precedeu as WRC’s dos nossos dias -, foram atribuídas as bandas de 160, 80, 40, 20  e 10 metros aos radioamadores.
Desde então a IARU tem-se batido na defesa do espectro dos radioamadores, tendo-se verificado a expansão das alocações de faixas de frequência que são conhecidas.

A IARU tem representados 160 países, repartidos por 3 regiões, sendo a maior organização de radioamadores do mundo, estando Portugal englobado na Região 1.

A IARU é reconhecida pelas Nações Unidas como uma ONG e pela ITU como organização internacional (CV/Art.19, No. 230).

Existem mais de  3 000 000 radioamadores no mundo!

Este Dia do Radioamador é a altura para celebrar e enfatizar a ajuda que podemos dar na educação cientifica e nos serviços à comunidade que somos capazes de presta, através de eventos e actividades.

A Rede dos Emissores Portugueses (REP) é a associação representante de Portugal na IARU, Região 1, desde 1933.

 

Dia Mundial da Rádio – 13 de Fevereiro

Sugestão:
Comemore este Dia fazendo, pelo menos, um QSO.
A rádio é a “praia do radioamador”!

O Dia Mundial da Rádio foi deliberado na 67ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em 14 de Fevereiro de 2013, sob proposta da UNESCO, sendo a proposta inicial da Espanha, realizada em 2011.

A data de 13 de Fevereiro foi a data que marcou o inicio das emissões da Rádio Nações Unidas, em 1946.

Relembra-se que a rádio é o meio de comunicação com  maior audiência no mundo.
É ainda reconhecido como sendo uma potente ferramenta de comunicação com um custo modesto.

A rádio é especialmente capaz para chegar a comunidades que vivem em zonas remotas e a pessoal vulneráveis: O analfabetos, os deficientes, aos jovens, aos pobres.
Permite, no entanto, a suscitar o debate público, independentemente do grau de literacia dos ouvintes.

Tem ainda, um forte e único papel nas comunicações de emergência e na reabilitação das sociedades após as catástrofes.

A face da rádio tem vindo a mudar, nestes tempo de convergência dos meios de comunicação social, tendo sabido manter-se a par com as novas tecnologias e, tirando partido destas, sabido adoptar novas formas, utilizando internet de banda larga, telefones e tablets.
Contudo, é necessário realçar que, mesmo com toda esta diversidade, calcula-se que um mil de milhões de pessoas ainda não têm acesso a escutar emissões de rádio!

Parabéns pelos 90 anos do serviço de amador!

Em 25 de Novembro de 1927, no plenário final da 3ª “Conferência Internacional sobre Radiotelegrafia”, antecessora das conferências hoje conhecidas como “Conferência Mundial de Rádio” (WRC), representantes de 74 governos assinaram a “Convenção Radiotelegráfica Internacional de Washington” (1927), que reconheceu o serviço amador internacionalmente.

Nesta Conferência atribuiu-se o espectro de frequências entre 10 kHz e 60 MHz a diferentes serviços.
O serviço de amador obteve as bandas 160m, 80m, 40m, 20m, 10m e 5m.

Dois anos antes (1925) havia sido fundada a IARU – International Radio Amateur Union –  que, a partir de 1932, representaria os radioamadores na ITU, participando na CCIR, Comité Internacional Consultivo das Radiocomunicações, mais tarde designado por         ITU/ R (Radiocommunication).

Parabéns ao radioamadorismo pelos seus 90 anos !