Dia Mundial do Código Morse – 27 de Abril

Comemora-se o Dia do Código Morse a 27 de Abril, data de nascimento de Samuel Morse.
Para além do texto que se reproduz abaixo, sugere-se que neste dia cada um de nós faça, pelo menos, um QSO em CW.

Um QSO em telegrafia…Nem sabe o bem que lhe fazia! 🙂

Se quiser saber mais sobre o CW, encontra um conjunto de textos, na sua maioria do António Gamito, CT1CZT, no nosso site.

Mas vale a pena ler o que se segue, sobre esta linguagem Samuelina que muitos ouvem falar e alguns têm o privilégio de entender!

Texto publicado no forúm KX-3, em 30OUT2017, por Wayne Burdick, N6KR
Traduzido para Português por Pedro, CT1DBS
NT – Nota da tradução

Acho que o CW tem muitos aspectos práticos e de encantamento que não encontro nos modos digitais, como o FT-8. Não pensem que agora já estou todo queimado com o CW, depois de 45 anos depois de ter feito exame, mas não, continuo a praticá-lo. 😊

Sim, com o FT-8 (etc.) não é preciso pensar muito quando, apesar de condições precárias [NT – propagação..], o seu objectivo é registar tantos contactos quanto possível, com tantos estados ou países quanto possível. É tão simplificado e eficiente que todo o processo é facilmente automatizado. (Se ainda não leram opiniões suficientes sobre o assunto, vejam “The mother of all FT8 threads” no QRZ.com, por exemplo.)

Mas voltemos ao CW. E porque é que ele funciona para mim. YMMV [NT – na minha modesta visão]

O CW é pessoal e visceral, é como conduzir um carro desportivo em vez de apanhar um táxi. Tal como num carro desportivo há riscos. Pode apanhar veículos longos na estrada (QRM). Pode apanhar condutores agressivos (QRN). Cair em buracos (QSB). Ser forçado a conduzir debaixo de chuva ou em condições atmosféricas adversas (QRN).

Com o CW, tal como outras formas de conversação, pode-se mudar o estilo. Enganar-se. Brincar com o assunto.

O CW é uma capacidade que liga operadores de diferentes gerações e países. Uma linguagem, uma mistura de linguagens mais que outra coisa qualquer, com abreviaturas e expressões históricas e algumas questões estranhas. Um clube a que qualquer pessoa se pode associar. (Com 60 anos e capaz de receber a 50 palavras por minuto, num bom dia, posso classificar-me como uma modesta figura esquisita [NT – Nerd Mason, no original], sem valor em qualquer outro domínio, mas muito valioso num concurso.)

Com equipamento muito simples que qualquer pessoa pode construir, tal como um oscilador que use um só transístor de potência, pode ser transmitido um sinal de CW. Tinha muito pouca experiência com electrónica quando, com 14 anos, construí um oscilador com uma potência de saída que alcançava, talvez, 100 mW. Entrelacei as pernas dos componentes e liguei o colector [NT- do transístor] a uma pilha de 9 Volt.

Com este simples circuito na mesa, acoplado a uma espia do mastro de TV, contactei uma estação a 150 milhas [NT – 240 km, aprox.] e fiquei imediatamente agarrado para construir mais coisas. E em QRP. Tenho a certeza que o sinal tinha cliques e estava cheio de harmónicas. Passei o resto da vida a fazer com que este tipo de coisas funcionasse melhor, mas foi assim que tudo começou.

Indo mais abaixo na cadeia alimentar tecnológica, pode-se fazer CW assobiando, utilizando uma lanterna, dando toques na perna de alguém debaixo de uma mesa nas aulas de cidadania ou batendo com uma chave no casco de um navio virado de pernas para o ar [NT – naufragado], tal como aconteceu em Pearl Harbour.  No último Sábado, num clube de tecnologia a que pertence o meu filho, um miúdo de 9 anos mostrou um Arduíno Uno em que um led, utilizando Morse, piscava “Hello World”. Os outros miúdos ficaram impressionados, incluindo o meu filho, que rapidamente escreveu um programa que enviava simultaneamente, para três diferentes leds, três diferentes mensagens, em Morse. Um mini pileup. O seu primeiro programa.

Afinal de contas, para fazer CW não é necessário usar computador, teclado, rato, ecrã ou software. Essas coisas são insubstituíveis no nosso dia-a-dia, mas, para mim, poder desligar tudo excepto o radio é um ponto alto no meu dia. A luz ténue do display brilha como um místico portal para o meu espaço pessoal, o espectro de RF. Se não subir a potência, não há barulho nem da ventoinha. Rodar o botão [NT – do VFO] lentamente, desde a parte baixa de uma banda até ao topo é quase como pescar no meu ribeiro favorito, Taylor Creek, que liga Fallen Leaf Lake a Lake Tahoe.

Puxar a linha através daquela massa verde, daquela água iluminada pelo sol. Ver o que picou. Truta grande? Truta pequena? Eh, é pesca de qualquer forma e um QSO para o outro lado da cidade é um QSO. Admire-o e repita.

(Já agora: Agora sabe porque é que o K3, o K3S, o KX-2 e o KX-3 da Elecraft têm um descodificador incorporado de RTTY e PSK, que permite transmitir no mesmo modo usando a chave iâmbica e receber no display do equipamento. É que decidimos fazer com que esses modos fossem conversacionais…Tal como o CW).

Voltando para os 40 metros…

73,

Wayne Burdick
N6KR

[NT- Wayne Burdick (N6KR) foi co-fundador da Elecraft, em 1988, conjuntamente com Eric Swartz (WA6HHQ)]

Inquérito às condições de acesso ao radioamadorismo – Região 1

IARU R1

A REF – Réseau des Émetteurs Français – pediu à IARU Região 1 para fazer um inquérito junto das associações nacionais da Região 1 (IARU), relativa às condições/características e custos dos exames e da licença.

As questões suscitadas no inquérito foram:

  • Programa de exame;
  • Questões colocadas nos exames;
  • Condução/responsabilidade pelos exames;
  • Custo dos exames;
  • Taxa anual da licença de amador.

Dos 30 países que responderam, verifica-se:

  • Em 16 países o programa de exames foi desenvolvido pelo regulador e pela associação nacional, sozinha ou em conjunto com outras associações locais;
  • Em 21 países as questões colocadas no exame foram desenvolvidas pela associação nacional, no quadro de um acordo com o regulador;
  • Em 18 países, as sessões de exame são geridas pela associação nacional, sozinha ou em conjunto com outras associações locais, no quadro de um acordo com o regulador;
  • Em 10 países a licença é gratuita ou é paga uma única vez (vitalícia).

 

Verifica-se ainda que a Alemanha é a que tem os exames mais caros (80 ou 110 Euros) e uma taxa de licença vitalícia de 70 Euro.

Contudo, os países mais caros são a Holanda e a Noruega.

Na Holanda o exame custa 62 Euros e a taxa anual é de 34 Euros.

Na Noruega paga-se uma taxa única de 210 Euros (exame e licença vitalícia).

O país da Região 1 onde é mais barato ser radioamador é a Libéria, onde não se pagam taxas de exame e de licença.

Portugal está, sensivelmente, a meio da tabela de custos.

Dia Mundial do Radioamador – 18 de Abril

Comemora-se a 18 de Abril o Dia Mundial do Radioamador.
Este dia comemora a formação, em 18 de Abril de 1925, da IARU – International Amateur Radio Union, em Paris.

Apesar de se achar, na altura, que a denominada onda curta não tinha qualquer utilidade, os radioamadores foram os primeiros a concluir que suportava comunicações a longa distância.
Assim, com a vista à utilização comercial desses menores comprimentos de onda, os radioamadores ficaram em risco de ser colocados de lado, ou seja, sem espectro…
Com vista a evitar tal situação, um grupo de pioneiros do radioamadorismo, juntou-se em Paris e formou a IARU, constituindo-se num grupo de pressão organizado.

O trabalho deu frutos e, apenas dois anos mais tarde, na Conferência Internacional de Radiotelegrafia – que precedeu as WRC’s dos nossos dias -, foram atribuídas as bandas de 160, 80, 40, 20  e 10 metros aos radioamadores.
Desde então a IARU tem-se batido na defesa do espectro dos radioamadores, tendo-se verificado a expansão das alocações de faixas de frequência que são conhecidas.

A IARU tem representados 160 países, repartidos por 3 regiões, sendo a maior organização de radioamadores do mundo, estando Portugal englobado na Região 1.

A IARU é reconhecida pelas Nações Unidas como uma ONG e pela ITU como organização internacional (CV/Art.19, No. 230).

Existem mais de  3 000 000 radioamadores no mundo!

Este Dia do Radioamador é a altura para celebrar e enfatizar a ajuda que podemos dar na educação cientifica e nos serviços à comunidade que somos capazes de presta, através de eventos e actividades.

A Rede dos Emissores Portugueses (REP) é a associação representante de Portugal na IARU, Região 1, desde 1933.

 

Vamos todos apoiar os jovens! E ganhar um Diploma…

O GPCW apoia a actividade que vai ser desenvolvida na amanhã, Quarta-feira, dia 28 de Março, no parque tecnológico de Óbidos, que engloba jovens da Escola Secundária Josefa de Óbidos e a construção e manipulação de 20 kits, na frequência de 7,023 MHz (banda dos 40 m).

Apela-se a todos os colegas que, por volta deste horário (à volta do meio-dia) estejam atentos à volta dos 7,023 MHz e respondam às chamadas que serão efectuadas.
Vamos todos contribuir para que os jovens se entusiasmem com o radioamadorismo e com o CW!

O indicativo que será utilizado será o CR5EJO e os contactos serão premiados com um diploma alusivo ao evento.

Prevê-se que, por volta do meio-dia, os jovens estarão no ar, sob a supervisão do também membro do GPCW, João Carlos Morgado, CT1BQH.
Participam ainda na actividade os colegas, CT1BXT, Rodrigo Ferreira e o CT1FFU, António Matias. O CT1DBS, Pedro Carvalho, deu algum apoio administrativo.

Esta é uma actividade que reputamos de meritória pois permite a envolvência dos jovens no radioamadorismo!

Desejamos a todos, executantes e operadores de CW uma excelente actividade.

Vy 73 ES HPE FB!

oMorse no parque

 

Vamos todos apoiar os jovens! E ganhar um Diploma…

O GPCW apoia a actividade que vai ser desenvolvida na próxima Quarta-feira, dia 28 de Março, no parque tecnológico de Óbidos, que engloba jovens da Escola Secundária Josefa de Óbidos e a construção e manipulação de 20 kits, na frequência de 7,023 MHz (banda dos 40 m).

Apela-se a todos os colegas que, por volta deste horário (à volta do meio-dia) estejam atentos à volta dos 7,023 MHz e respondam às chamadas que serão efectuadas.
Vamos todos contribuir para que os jovens se entusiasmem com o radioamadorismo e com o CW!

O indicativo que será utilizado será o CR5EJO e os contactos serão premiados com um diploma alusivo ao evento.

Prevê-se que, por volta do meio-dia, os jovens estarão no ar, sob a supervisão do também membro do GPCW, João Carlos Morgado, CT1BQH.
Participam ainda na actividade os colegas, CT1BXT, Rodrigo Ferreira e o CT1FFU, António Matias. O CT1DBS, Pedro Carvalho, deu algum apoio administrativo.

Esta é uma actividade que reputamos de meritória pois permite a envolvência dos jovens no radioamadorismo!

Desejamos a todos, executantes e operadores de CW uma excelente actividade.

Vy 73 ES HPE FB!

oMorse no parque

 

Parabéns aos novos telegrafistas!

Um OM só se sente telegrafista quando se faz o primeiro QSO em telegrafia auditiva e com as mãos na chave!
E é sempre suado!

Vencido o “medo da chave”, o GPCW congratula publicamente os novos telegrafistas, oriundos dos segundos cursos online – nível 1 – , pelos seus primeiros QSOs com estações nacionais ou estrangeiras.

Estes primeiros QSOs ocorreram nos últimos dias e, por isso, estão de parabéns, os seguintes OMs:

  • Pedro Namora, CT1EKD
  • Manuel Fernando Pereira, CT1BXX
  • David Palma, CT1EKU

Acreditamos que o exemplo destes OMs é mais um incentivo aos restantes colegas que frequentam, com eles, o Curso de CW online do GPCW.
Esperamos, assim, ter oportunidade de, rapidamente, congratular os restantes OMs destes cursos!

O GPCW envia, também, um agradecimento aos Ensinadores, pelo esforço e dedicação ao ensino do CW. São eles:

  • António Gamito, CT1CZT
  • João Lima, CU3AA

Estes cursos são o exemplo que a vontade, aliada aos recursos existentes, podem fazer mover montanhas!

As inscrições para os cursos CW online, nível 1, são aqui: https://gpcw.blog/cursos-de-cw/cw-na-lentidao-nivel-1/

 

Hoje não há Acções Radiotelegráficas QRS…Porque amanhã há Concurso!

patrocinadores

Como planeado, hoje não não haverá o tradicional Acções QRS devido a amanhã ocorrer o 3º mini-concurso do Concurso Lusitano de CW 2018.

Claro que não há qualquer impedimento para os colegas que quiserem aparecer mas o “dia de folga” do Acções Radiotelegráficas QRS serve para os “atletas” terem tempo para afinar toda a “artilharia morsística” para amanhã à noite.

E amanhã é que é. Das 2100 às 2159z convocam-se todas os OMs e a propagação para muitos e bons QSO.
A consulta do Regulamento pode ser feita aqui!

O GPCW deseja para amanhã à noite GL a todos OMs!

Umas botas que promovem a segurança usando CW!!!!

Usando o dedo do pé para manipular, transmitem-se e recebem-se mensagens!

Mostrado no Mobile World Congress, em Barcelona.

Nem se percebe porque é que o apresentador da BBC pergunta se isto é a sério.
Só porque a ele lhe parece uma loucura ?!…

http://www.bbc.com/news/av/embed/p05zfy49/43205947

108º ano após o início das comunicações radiotelegráficas na Marinha Portuguesa

Refª – Vídeo no final do texto

Comemora-se  a 16 de Fevereiro, o 108º aniversário da ligação radiotelegráfica entre Vale do Zebro* e o Posto Radiotelegráfico do Arsenal da Marinha, que marca o início das comunicações regulares usando “Telegrafia Sem Fios” (T.S.F.) naquele ramo das Forças Armadas.

posto radiotelegrafico casa da Balança 1
Posto Radiotelegráfico da Casa da Balança, em Fevereiro de 2016
Crédito: Fotografia da Marinha Portuguesa​​​ (www.marinha.pt)

Na comunicação apresentada na Academia de Marinha, pelo Membro Efectivo Contra-Almirante Leiria Pinto, em 1 de Junho de 2010, intitulada “AS COMUNICAÇÕES NA MARINHA – Dos primórdios a 1975” pode ler-se:

Foi a 16 de Fevereiro de 1910, a data histórica de que presentemente se comemora o centenário, quando Vale de Zebro é ligado ao Posto Radiotelegráfico do Arsenal da Marinha, recém instalado na Casa da Balança**,  o qual se considera a primeira estação radiotelegráfica portuguesa.

No fim do ano de 1910, além destes dois postos, dispunham de equipamentos radiotelegráficos os seis cruzadores; “S. Gabriel”, “Almirante Reis” (ex. “D. Carlos”), “São Rafael”, “Adamastor”, “Vasco da Gama” e “República” (ex. “Rainha D. Amélia”).

Estavam assentes os alicerces da T.S.F. na Marinha, tornava-se agora necessário estabelecer os vários pólos radiotelegráficos que permitissem uma rede de comunicações alargada e consolidada.

Em 1913, o Posto da Casa da Balança é aberto ao serviço público móvel marítimo, sendo considerado, por esse facto, a primeira estação pública de T.S.F..
Era já a “Marinha de duplo uso”.

* NR – Actualmente é a Escola de Fuzileiros.
** NR – Actuais Edifícios da Administração Central da Marinha, na Av Ribeira das Naus, em Lisboa.

Vídeo – Centenário da Radiotelegrafia na Marinha

Morse ou CW!

Saber morse (CW) é uma coisa pessoal, tal como tocar um instrumento ou conseguir efectuar uma manobra atlética.

Muitas pessoas gostam de estudar o CW como se estuda uma língua estrangeira, com os mesmos períodos de avanço repentino separados por necessários períodos de repetição.

Ser um operador de CW é uma sensação de superação que nunca se esquece!

A parte mais importante para aprender o código Morse é apenas insistir (prática).
Existirão dias em que a conquista de novas letras e velocidades mais altas parecem vir sem esforço. Existirão dias em que o progresso parece difícil.

Em qualquer caso, o mais importante é continuar, porque o cérebro está a estabelecer novas relações nos sons que escuta.

À medida que mais se perceciona o código, mais importante é “utilizá-lo” na vida quotidiana.
Por exemplo, ao conduzir para o trabalho pode assobiar ou fazer mentalmente o CW correspondente a matrículas, placas de informação ou publicidade.

Assim como se vai praticando línguas estrangeiras nos itens que usamos, deve usar-se o código, repetidamente, para torná-lo familiar.

Em breve, notar-se-á que é possível “copiar” facilmente “trechos” de cw que pareciam impossíveis alguns dias antes.
Caracteres que pareciam irremediavelmente confusos tornar-se-ão tão naturais como a nossa fala.

O cw está ao seu alcance de quem estiver disposto a tentar!

Traduzido de Hamradio for dummies, pag 68 e seguintes